Sonhos incertos

Posted by António Pedro Castro | Posted on 22:42

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E ali estava ele, deitado na cama, imóvel, 
perdeu a noção do tempo do espaço, 
aquele quarto tornou-se num vazio, 
e ali estava ele perdido nos seus pensamentos, 
perdido na sua própria cabeça... 
Fechou os olhos e chorou, 
chororu num sofrimento mudo,
 chrorou sem ter motivo e por ter todos os motivos do mundo,
 chrorou por sonhar mais e acreditar, 
chrorou por sentir que o seu mundo desabava, 
e de repente a cama deixou de lá estar
 e caiu...
 Caiu num abismo sem fim,
 sentiu o vento, 
ouviu o silêncio do tempo,
 sentiu o sangue a pulsar-lhe pelo corpo e abriu os olhos,
 ao fazê-lo descobriu que estava deitado num vasto campo de flores de múltiplas cores 
como os campos de tulipas na Holanda, 
sentou-se atordoado com as pernas cruzadas e contemplou o infinito à sua volta,
 sentiu o cheiro das flores,
 apreciou os sons do vento e da própria natureza que o rodeava.
 Levantou-se a medo e caminhou, 
e ao fazê-lo..
 um caminho abriu-se à sua frente,
 e podia escutar à sua volta os sons de vozes familiares que o encorajavam a continuar a caminhar,
 e assim o fez, 
andou,
 correu de braços abertos sem destino
 sem objectivo certo, 
mas sabendo que não poderia parar,
 não queria parar. 
Pode parecer mentira,
 mas nós somos o sitio que nos faz falta, 
pode parecer mentira mas devemos continuar a acreditar quando parece que toda a esperança está perdida, 
porque o amanhã é outro dia,
 o amanhã pode ser o começo da tua vida.
 AMA,
SENTE,
 NÃO PERCAS TEMPO.
 Torna-te eterno

"Somos como livros"

Posted by António Pedro Castro | Posted on 22:27

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Poucas são as vezes que paramos para pensar em tudo aquilo que se passa à nossa volta,
 ou talvez esteja a fugir ao que realmente quero dizer,
 poucas vezes pensamos naquilo que realmente sentimos,
 poucas vezes o faço,
 nem sempre foi assim.. mas nos últimos tempos tenho tentado camuflar essa analise interior
 estando ocupado com mil e uma coisas,
 e não vou dizer que é mau,
 estou super motivado com esta nova etapa que ainda está por ter o seu arranque garantido,
 mas é bom sentir essa liberdade,
 é como ganhar asas e poder ser um pouco mais dono da minha vida,
 é uma sensação que sempre ansiei ter,
 e a pouco a pouco fui conquistando.
 Sinto que mudei muito desde à uns anos para trás,
 sinto me um pouco mais forte, e mais dono das minhas emoções,
 infelizmente não posso ter isso como garantido a 100%,
 mas sou humano,
 faz parte.
 Tenho medo dos momentos de quebra, 
tenho medo do escuro,
 e tenho muito medo da solidão, 
e por mais que tente disfarçar o facto de ter tão pouca gente a nível de família
 assuta-me um pouco,
 deixa-me receoso de um dia não os ter para presenciarem alguns momentos chave na minha vida... mas não vale a pena sofrer por antecipação.
 Só posso agradecer por todos os ensinamentos que tenho retido e aplicado na minha vida,
 agradecer às pessoas pelo sorriso que me deixam na cara,
 por me deixarem ter feito parte e fazer parte da sua vida, 
guardo em mim memórias que são eternas,
 momentos que não tem nenhum preço,
 é muito bom ter passado pela vida e dizer que a estamos verdadeiramente a vive-la. 
Somos como livros, 
cada dia uma nova página, 
e sendo assim, 
quero que seja memorável por todos os bons motivos,
 aqui vou sorrindo, 
sim!
 com aquele sorriso que é só meu e que sabe tão bem.

Sinónimos de força

Posted by António Pedro Castro | Posted on 23:05

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Sinónimos de força não são palavras,
 a força interior chega nos das mais distintas formas e é nas adversidades que ela se revela com as suas verdadeiras formas e feitios, 
quem me dera a mim que alcançar as forças fosse sempre fácil,
 está tudo na nossa cabeça na verdade.
 O amor é tramado, 
é mesmo aquele sentimento que nos enche e nos preenche e ao mesmo tempo consegue deixar  desarmados.
 Sei que nesse campo sou um tanto ou quanto fraco,
 uso e sinto muito com o coração e por vezes acabo por me magoar porque me esqueço de racionalizar.
 Nas adversidades encontra-mos forças,
 e serei eu um motivo de força?
 Eu penso que sim,
 posso não ser um ser humano perfeito, 
mas ninguém o é...
 sei que tenho muito para dar e que quando gosto, gosto mesmo muito!
 Quando gostar não chega resta me estar presente nesta ausência de sons,
 onde quero ser luz mas ninguém a parece procurar,
 onde o barco parece divagar e quero tanto que se atraque no meu porto.
 Estou aqui, 
onde sempre estive.

Estaremos a entrar no quinto Império?

Posted by António Pedro Castro | Posted on 22:14

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                 Se existe coisa que me fascina é a história, a história das coisas, dos lugares das pessoas. Portugal tem muita história que nos remete a datas longínquas e uma essencial que é a fundação do Condado Portucalense (868 - 1139)! Não podemos fugir aos factos e após a reconquista da Península Ibérica aos mouros, essa que em muito se torna fantasiada nos livros que lemos sobre o assunto esquece-se do legado histórico que deve muito à presença muçulmana e até se dar a expulsão total dos mesmos existiram trocas culturais e artísticas a vários níveis. Seja na escrita e nas palavras que ficaram, na construção arquitectónica e na produção de objectos artísticos sem nunca esquecer o azulejo, são marcas de uma herança. Li à dias a frase que Portugal em muito vive do legado do seu passado e assim se estagnou. Acredito nisso em parte, por outro lado vejo um imenso potencial que muitas vezes é desvalorizado, em períodos de crise económica a cultura muitas vezes fica em segundo plano, e o português hoje em dia raramente visita o museu para conhecer mais... Vivemos numa era tecnológica em que o interesse pela cultura se perdeu em larga escala. Entristece-me bastante na verdade! Ao longo do meu percurso académico tenho aprendido muitas coisas sobre a nossa história e também a internacional. Por vezes ao lado dos gigantes somos um Portugal dos pequeninos que em tempos foi tão ou mais imponente que as potencias mundiais do 'hoje'! Como podemos ter perdido o rumo da história? Em tempos fomos literalmente donos de metade do mundo, é claro que isto era visto num olhar do homem do seu tempo. Mas mesmo assim tanto ficou aquém do Portugal batalhador, destemido que mapeou rotas pelo mundo, criou trocas culturais únicas que nos meteram no mapa. Hoje em dia, se perguntarmos a um estrangeiro onde fica Portugal, muitos pensam que somos Espanha e ponto final. Não duvido das capacidades do povo, mas quando olho para as novas gerações fico reticente sobre o futuro. O que será a história do futuro? Será que o interesse pelo nosso legado artístico irá perdurar? Qual o futuro da arte? Estaremos a entrar no quinto Império?





"Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa, 
Faça até mais rubra a brasa 
Da lareira a abandonar! 


Triste de quem é feliz! 
Vive porque a vida dura. 
Nada na alma lhe diz 
Mais que a lição da raíz -- 
Ter por vida sepultura. 


Eras sobre eras se somen 
No tempo que em eras vem. 
Ser descontente é ser homem. 
Que as forças cegas se domem 
Pela visão que a alma tem! 


E assim, passados os quatro 
Tempos do ser que sonhou, 
A terra será teatro 
Do dia claro, que no atro 
Da erma noite começou. 


Grécia, Roma, Cristandade, 
Europa -- os quatro se vão 
Para onde vai toda idade. 
Quem vem viver a verdade 
Que morreu D. Sebastião?"

-in a Mensagem, Fernando Pessoa 




Análise interior

Posted by António Pedro Castro | Posted on 01:35

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Por vezes necessitamos analisar bem o ponto de situação em que nos encontramos para conseguirmos entender o que podemos melhorar, onde podemos crescer, o que fazer a seguir. 
O meu forte nunca foi gerir as minhas emoções,
 e isso data provavelmente desde pequeno.
 Em criança nunca senti que tivesse descontraído,
 que pudesse respirar e aproveitar a inocência que envolve ser criança...
 Culpa do ambiente familiar que vivi durante esse período e acho que trago um pouco disso comigo... 
Cresci um pouco aos trambolhões, 
tive dificuldades desde muito cedo em concentrar me e isso prejudicava me na escola,
 mas tenho conseguido por mim mudar isso.
 Acho que tudo se consegue com esforço e dedicação,
 e quando dizem que por vezes somos os nossos piores inimigos, é bem verdade...
 Estou num ponto determinante da minha vida,
 vou terminar o meu curso no próximo ano,
 escolher o meu estágio académico e seguir para o mundo do trabalho,
 tenho uma grande ansiedade por puder encontrar a minha independência e estabilidade,
 por mim e para poder partilhar isso com a pessoa que amo!
 O mundo funciona de forma estranha e à uns meses atrás voltei a cruzar me com uma das pessoas que mais me marcou,
 não falo de uma paixoneta de escola ou um amor de verão.
 Acho que em toda a minha existência e desde que comecei a pensar em ter uma vida a dois nunca encontrei alguém que me pudesse fazer acreditar que isso seria possível.
 Sempre me fascinou o facto de alguém ser único, especial, que soubesse cativar..
 E posso dizer honestamente que me sinto mais do que honrado por essa pessoa me ter escolhido para caminhar a seu lado, 
alguém que a tantos níveis teve um percurso, diga-se, brilhante! 
Tenho aprendido muito e crescido também. 
Sinto me um homem, e não mais um adolescente perdido,e essa pessoa foi fundamental nessa viragem! 
Acho que nos dias de hoje as relações funcionam muito na base do passatempo,
 e a palavra amor é desvalorizada e usada em vão.
 Não é este o caso, para além de uma história que vem de à anos atrás, existe uma química muito especial, o problema está na minha forma de expressar o que estou a pensar, especialmente se for algo que me deixe mais nervoso ou que entendo de forma errada,
 por vezes causa situações desnecessárias, parece que o meu cérebro começa a disparar em todos os sentidos e no final o que digo só me prejudica...
 Acho que das piores coisas que se pode sentir quando se ama alguém é que estamos inconscientemente a desmotivar essa pessoa por coisas que podiam ser evitadas com um pouco de analise e juízo.
 Somos ambos muito diferentes,
 mesmo nos nossos gostos, mas acho que isso também é um dos motivos que nos aproximou bastante, sem contar o sermos curiosos, o que ajuda a que seja possível falarmos um pouco de tudo sem  existir um total desinteresse sobre qualquer assunto que seja! 
Será que aquilo que tenho para dar é suficiente para manter as coisas em bom funcionamento?
Será que o ponto tão diferente da minha vida pode ser determinante para que as coisas fiquem estagnadas?
 Não me quero sentir impotente,
 pessoalmente considero me um rapaz simples, sonhador, apaixonado pela vida, pelo mundo, não sou de desistir quando gosto de alguém e não o vou fazer... 
Espero conseguir encontrar um balanço a dois para que tudo vá no rumo certo!
 Estou a torcer pelo nosso felizes para sempre.