Vai com cuidado...

Posted by António Pedro Castro | Posted on 01:04

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Vai com cuidado com intenções... 
Não me tomes como mais um desalento,
 não sou essa pessoa.
 Apenas peço que escutes com todas forças aquilo que saí do meu peito,
 aquilo que sinto não tem malícia, 
aquilo que sinto é do mais puro que posso exprimir, 
sim tenho medo,
sempre o tive,
 quem nunca caiu na fossa pode ser aquele que pode dizer que é fácil. 

Eu sei que nada é fácil nesta vida, 
muito menos no que toca a um relacionamento. 
Mas como é possível negar aquilo que sinto dentro de mim, 
será que devia medir aquilo que dou?
 Será que deveria conter os sentimentos e fechar-me um pouco mais dentro de mim?
 Talvez... Mas não consigo, juro que é mais forte que eu, 
e por mais fraco que possa parecer ao escrever estas palavras, 
quando existe entrega, essa entrega não deve ser medida. 
Já tive experiências, já senti que gostei em vão, mas isso não é o caso.
 Não dá mais, preciso de estabilidade, preciso criar algo para mim, 
algo que para além do que tenho feito por mim, possa partilhar com alguém. 

Quantos de nós já nos apaixonamos e sentimos medo? 
Provavelmente todos nós, eu acho que esse medo é uma defesa natural, 
é complicado voltar a acreditar depois de nos terem puxado o tapete por debaixo dos pés.

 É interessante, senti que cresci tanto nos últimos anos, 
aprendi a gostar de mim como pensei que nunca iria acontecer, 
aprendi a estar bem, mesmo quando estou sozinho. 
Alcancei metas na minha vida, que me fizeram sentir grato, grato por mim mesmo, 
por ter alcançado essas coisas com o meu esforço e dedicação. 

E mesmo depois de tudo, o chegar a casa e sentir a porta fechar envolve-me em todo um tanto de preocupações com as quais tenho que lidar,
 acho que não sou um exemplo de normalidade, 
toda a minha vida tem sido um misto de etapas envolvidas em preocupações, 
com medos de solidão, com medo de não estar lá. 
E vamos falar as coisas sem grandes rodeios, porque como o blog indica, estes são os meus desalentos, os meus dilemas mentais, nos quais encontro alguma paz, 
mesmo que as lágrimas me escorram pelo rosto é do mais puro e sincero.

 É difícil sabem?
 É difícil ter perdido tanta gente na minha vida, não falo de desilusões amorosas, mas sim no que toca a família. 
Não é normal ter que lidar com a perda desde tão cedo, 
não é fácil lidar com tantas maleitas que assombram uma família. 
Mesmo depois de perder o próprio pai, 
sentir que a minha mãe um dia vai ficar totalmente dependente de alguém...
Quem sou eu para negar apoio quando amo tanto?
 Quando sinto que lentamente as pessoas apenas vão desaparecendo e eu vou ficando, 
no meio das minhas vitórias, são tantas as derrotas.
 É por isso que valorizo tanto as pequenas coisas, 
é por isso que no meio de um abraço fecho os olhos, 
por saber que tudo é tão efémero e não valorizamos aquilo que temos ao nosso lado, 
aprendi isso da pior forma possível.

Claro que todos estes dilemas me afectaram, claro que não sou uma pessoa 'normal'. 
Claro que tudo isto me devorou um pouco por dentro, 
fiquei com o pequeno grande defeito de me apegar com facilidade às pessoas,
 continuo a acreditar que existe bondade, 
que existem conexões sinceras e as pessoas que me conquistam o coração sabem que conseguem ter tudo o que estiver ao meu alcance para as fazer sentir bem,
 não sei gostar de maneira diferente.

E se pudessem neste momento ouvir o meu peito enquanto escrevo sentiriam que neste momento, o meu coração está aberto, 
este meu coração magoado mas que procura um pouco de brilho em todas as coisas que ainda me fazem acreditar.

Por isso te digo vai com cuidado, 
não me enganes,
 não me tomes por mais um tolo,
 porque para mim é mais do que um número, 
é um esforço por um...
 felizes para sempre

"Hoje, agora e sempre"

Posted by António Pedro Castro | Posted on 00:15

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Nada acontece por acaso, 

como humanos todos estamos ligados a algo que nos move, 
algo para além da nossa força física, 
algo que alimenta algo muito mais substancial, 
confesso que por vezes não é fácil saber lidar com sentimentos, 
na verdade todos temos receios, 
especialmente de lidar com sentimentos que envolvem o coração.
Estou aqui deserto sentado na minha solidão de pensamentos
 aqui nesta varanda, na escuridão e no calor de uma noite de verão 
tento deslindar tudo aquilo que se passa dentro da minha cabeça, 
aquilo que guardo dentro do meu peito...
Sinto-me uma criança novamente, 
cheio de sentimentos dentro de mim,
 não sei bem o que se passa, 
com o passar dos anos aprendemos a mascarar as coisas que um dia nos fizeram sofrer..
Mas talvez não seja correto chamar isso de 'coisas' mas sim, pessoas. 
Mas não posso negar, o quão bom é sentir aquele frio na barriga quando tudo volta acontecer, 
e é sempre tão diferente... 
com o passar dos anos tenho aprendido muita coisa no que toca ao que significa gostar de alguém. 
Aprendi a medir aquilo que sinto, 
aprendi aquilo que gosto, 
o que não gosto,
 tentei ganhar controlo de todas essas coisas,
 tento acreditar que consegui fazê-lo,
 que consegui domar esse dilema constante da vida, 
mas a verdade é que não consigo. 
Não num sentindo negativo, mas nem tudo na vida pode ser racional e a meu ver o amor é algo que não podemos domar ou controlar.
E é impossível não acreditar que é possível quando relembro no meu pensamento aquele sorriso, 
aquele sentimento de ter nos meus braços um ser humano que naquele instante confiou que a minha presença no espaço confinado daquelas quatro paredes não lhe iria magoar,
 e então nesse puro momento o mundo mudou
sentir que a pouco esse ser deixou que para além de uma confiança extrema, deixou que as forças no seu corpo cedessem, e naquele momento foi meu, frágil, vulnerável, naquele momento o mundo não era igual, naquele momento, no calor do meu abraço, o mundo era nosso apenas, sem tempo, sem factores externos, e assim selei o pacto, com um beijo na testa, como promessa de proteger e amar aquela pessoa que aos poucos está a mudar o meu mundo. 

Existem pessoas que são luz na nossa vida,
e são essas pessoas que devemos agarrar, 
eu sei que tu neste momento és luz na minha vida, 
e apesar das adversidades, dos dilemas e obstáculos e tudo mais que está para vir,
 não posso deixar partir, nunca me iria perdoar de não ter tentado,
 pois sei que se fechar os olhos consigo imaginar-te a meu lado,
 para além do agora, consigo imaginar um futuro, e isso é mágico.
 Sei lá, é algo do momento por agora,
mas é um sentimento cheio que me enche e me preenche,
 que me deixa com um sorriso na cara e me faz parecer como se estivesse a apaixonar-me pela primeira vez.

 E aqui sentado nesta varanda de coração cheio, não posso deixar de contemplar as estrelas e pensar que as pessoas são como estrelas e cometas na nossa vida, 
existem pessoas cometas que entram na tua vida e te enchem de luz, 
são aquelas pessoas que te cativam, 
que sabes que na presença delas te vais divertir, 
contudo essas pessoas acabam por passar, e são meras réstia de luz. 
Contudo existem pessoas estrelas,
essas pessoas que estão lá, perto ou longe, e que o brilho dessas pessoas te aquecem o coração e te fazem sentir que vale a pena, vale sempre a pena.

Seja num adeus intermitente, 
seja nos meus braços, 
ou a quilómetros de distancia, 
quero ser o ponto de partida, quero ser o ponto de chegada,
 o ponto de chegada para um futuro por desvendar,
uma vida, um período, qualquer que seja o desfecho escolho caminhar a teu lado e ver qual será o próximo passo, 
quero que o futuro seja brilhante, 
e ainda mais brilhante por estares ao meu lado

e por me fazeres sentir assim, obrigado, guardo-te sempre, na memoria dos sentidos, hoje, agora e sempre. 

Um pouco mais

Posted by António Pedro Castro | Posted on 22:01

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Por vezes passamos a vida focados em coisas triviais, 
preocupações alheias, oportunidades perdidas, coisas passageiras. 
Nos últimos meses, dias talvez anos, existe uma dormência constante no meu subconsciente.
Cresci tão rápido por ter que ser mais para aqueles que precisavam de mim que por tantas e tantas vezes me esqueci de mim. 
Não quero fugir dos meus bloqueios mentais e não resolver aquilo que me atormenta, 
pois também eu vivo com preocupações, 
todos as temos, mas é no saber enfrentar as situações que conseguimos seguir em frente.
Hoje saí para a rua, de cabeça erguida, e apreciei as pequenas coisas no caminho, 
o vento a tocar me na cara, o sol da manhã a aquecer me e envolver-me o corpo, 
tinha saudades de me sentir assim. 
Desafiado por dentro, com vontades de menino curioso que quer abraçar o mundo e que o mundo me abrace a mim, de braços abertos. 
Vamos direccionar este texto noutra direcção,  porque toda a luz tem a sua sombra,
vamos falar do elefante na sala, 
no problema dentro das quatro paredes desta quarto, 
no aperto, do sufoco, da pressão que é conviver com... ansiedade,
 sim ela mesmo, ela que tantas vezes me consome por dentro, 
me deixa descontrolado, com vontade de desaparecer no meio da fumaça, 
ela que me leva os sonhos, as vontades,
 ela que tento fechar dentro deste mesmo quatro quando saio de casa, 
ela que deixo mas que me persegue, 
que me consegue tocar quando ouço aquilo que não quero ou não entendo, 
ela que me faz pensar que não consigo fazer de outra forma, 
ela que me faz tantas vezes chorar dentro da solidão do meu próprio mundo.
 É difícil lidar e encarar o mundo quando sentes que as preocupações te esmagam, 
e ao invés de teres uma voz que te diz que está tudo bem,
 tens uma voz que te puxa o tapete e te faz cair. 
Sei que vim ao mundo com um propósito e se tudo o que tenho passado tem um motivo, 
eu consigo viver com isso dentro do meu pensamento, 
sem angustia, sem rancor, mas ao mesmo tempo cometendo o erro de me esquecer de mim.
 E onde ficam os meus sonhos se sempre tento auxiliar o próximo? 
Parece egoísta, lá está, por mais que o escreva nunca conseguiria fazê-lo, 
não faz parte de mim, 
dos maiores gozos que tenho na vida é fazer quem eu gosto feliz,
 seja por um gesto, seja por palavras. 
Faz-me sentir grande, quente por dentro, 
os meus sonhos vão se realizando a seu tempo, 
sem pressas, com desejo de encontrar alguém que queira caminhar a meu lado, 
que queira partilhar um pouco da sua felicidade comigo e criar um mundo onde tudo é mais feliz por ambos ambicionarmos um pouco mais, 
um pouco mais do mundo, 
um pouco mais um do outro, 
um pouco mais de amor. 

*E se o meu sorriso é tão feliz assim nessa tua presença cósmica, 
guarda-me para sempre na memoria dos sentidos.*