Quimera

Posted by xXxPePexXx | Posted on 22:56

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Era uma vez um rapaz sorridente que escondia uma dor dentro de si, uma dor que o aturmentava todos os dias mesmo sem saber, nos momentos de silencio quando todas as vozes se calam e o único som é o coração fraco e magoado que ainda bate levemente dentro do seu peito, hoje digo te que te devo muito, as horas passadas as conversas e o apoio mas também me deves... Nem que seja um sorriso, não leves a mal se sentes que te ignoro quando tenho atenção em demasia, é só o simples reflexo do eu que sofre em silencio e que parou no tempo durante tanto tempo em que a minha melhor amiga era a escuridão e os objectos simbólicos em minha volta os melhores confidente, não chores mais, não te queria magoar, é tudo tão confuso tão difícil de interpretar tantas coisas novas que não estou habituado tantas sensações que pensava não existirem dentro de mim e que mesmo assim temo não ter certezas de tais sensações com medo que se desvaneçam numa leve brisa , és bem forte por dentro a tua força adormecida pela dor do sofrimento, a pior solidão é aquela em que rodeado de gente nos sentimos mais sozinhos e já tantas vezes me encontrei nela e tantas outras me perdi nos becos escuros da solidão na vastidão confinada a 4 paredes do meu quarto na escuridão, magoei te sem querer mas tenta também me entender, estou a crescer a tentar aprender a calcular cada passo que dou para evitar a queda, não dei conta de tal se passar mas penso que também não me deves maltratar, eu não te maltrato tenho te estima, ultrapassaste tudo aquilo que um dia me haviam contado sobre ti, mais que ninguém mereces ser feliz embora sinta que não estás preparado que vives numa correria de sentimentos que é normal... Sentes te carente de afecto do calor da sensação de saber que alguém gosta de nós mas vives subersaltado com a ideia de não seres bom o suficiente de não conseguires agradar, estás errado no dia em que a pessoa certa aparecer sentirás não na cabeça mas bem dentro do coração, não és insignificante sem ti dificilmente tinha largado um pouco do casulo da minha solidão segura, que tantas vezes me tenta tanto a regressar, todo o medo de voltar a ser julgado, usado, pisado e humilhado... não me quero sujeitar a tal coisas não preciso de passar por esse risco... Mas tu és forte e tens uma força maior que qualquer outra a força da amizade que quer queiras quer não é um suporte essencial nem que seja para esquecer, sorrir um pouco, erguer a cabeça da mesma forma que te tentei ajudar mesmo não te conhecendo, se realmente te tomasse como insignificante não me preocuparia tanto em ver te feliz em fazer de tudo para que sejas feliz a qualquer custo, talvez tu não entendas a minha maneira de expressar tal vontade, desculpa se de facto é o que sentes mas acredita és talvez um anjo bem protegido mas sofredor, eu cá não sei o que sou se anjo se um ninguém, se me cortaram as asas ou se simplesmente deixei de existir no próprio dia em que deixei de sorrir.

Tia Rita...

Posted by xXxPePexXx | Posted on 23:27

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Olá tia, nem sei por onde começar... Tenho tantas saudades tuas que nem consigo descrever em palavras a falta que sinto de falar contigo, nunca me vou esquecer da primeira vez que falei contigo com sinceridade e desabafamos um com o outro naquela tarde no autocarro a caminho de casa, falei te da minha vida coisas que nunca tinha contado a ninguém foste e sempre serás a pessoa a quem mais devo a força que me deste para enfrentar tudo e todos, quando estou contigo, não existem mascaras nem planos secundários, poucas são as amizades que têm tanta força mesmo agora que não te tenho por perto, sofri tanto... chorei vezes sem conta com medo que te esquecesses de mim, e que tudo mudasse, e mudou continuamos os mesmos de sempre mas em vez de te ter perto de mim regularmente vejo te duas ou três vezes num ano, mas penso sempre em ti especialmente quando estou triste, e me lembro de quando íamos passear os dois e falamos como irmãos encontrei uma amiga para a vida inteira a minha melhor amiga e ninguém chega aos calcanhares da cumplicidade que sentimos quando falamos quando rimos quando te vejo passado meses e a minha vontade é sorrir sem parar e abraçar te até não puder mais, nunca me vou esquecer daquele mês que passamos todos juntos foi tão bom senti que era a minha segunda família não senti falta de nada pois nunca fui tão feliz em toda a minha vida, e nunca vou esquecer aquele jantar... quando fomos os dois e falamos de tudo bem regados com Mateus Rose (lool), nem sabes a falta que sinto de falar contigo pois ninguém me conhece como tu, nunca mais fui o mesmo desde que te foste embora, adoro te como nunca adorei ninguém na minha vida, sinto muitas saudades nunca te esqueças de mim. Beijo do teu sobrinho que sente muito a tua falta e que nunca te esquece...

Turbilhão...

Posted by xXxPePexXx | Posted on 22:08

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Erguendo a cabeça, vejo o raiar do sol tão belo, sentei me na varanda sozinho a olhar o sol vermelho, senti me quente mas ao mesmo tempo senti um frio enorme percorrer me o corpo, não entendi o porquê de não ter alguém do meu lado para partilhar o café quente embrulhado na manta junto a mim, a partilhar aqueles momentos só meus que gostava de partilhar com alguém e sentir me completo, protegido, para não me sentir na minha solidão de pensamentos em que encontro tantas vezes um eu e tão raramente um nós... Cada tecla do piano a tocar na minha cabeça aquela melodia que grita o que sinto ao mundo mas que apenas eu a consigo entender, não me lembro o dia em que me perdi nem tão pouco aquele em que me encontrei novamente... ou será... que apenas me iludi que isso tinha acontecido, como posso acreditar que tudo é real quando naquela noite tão clara e aparentemente normal as luzes se apagaram o som desapareceu... e... o meu coração parou enquanto facadas frias se enterravam nele e eu gritava a pulmões cheios um grito mudo, roubaram me a vida nesse dia sujaram o meu nome... e eu morri em silencio enterrado nas paredes do meu quarto... que pareciam a única hipótese de me sentir seguro... Eram a única coisa que me fazia sentir seguro?! Sou tão frágil, em toda esta minha força aparente tantas vezes me irás ver sorrir, quando me apetece chorar... E quantas vezes dou um sorriso para que tudo fique bem, para que se esqueçam que não estou bem, e que escondo as lágrimas, mas se me olharem bem no fundo dos meus olhos... lá no fundo onde tento guardar as minhas tristezas onde guardo toda a dor das noites em que chorei por amor, quando vi a morte bem de perto, quando todos me viraram as costas, ou quando vi grandes amizades partirem para longe, e me deixaram aqui... tão frio, tão confuso... tão sozinho. Tantas vezes falo do menino feliz que já fui e que me trás lembranças quentes de como é sentir me feliz, não sei explicar o porquê de não me sentir feliz, não sei se me esqueci do significado da palavra ou se simplesmente não o mereço sentir, talvez um dia talvez nunca, mas só não queria divagar por estes meus pensamentos negros, que me preenchem de vez em quando umas vezes mais que outras, mas que me sufocam e me afogam em mágoas. Dás me tanto, e tão pouco de ti, fazes me pensar... por momentos sou feliz e esboço um sorriso para ti mas depois mudas fechas te em ti mesmo e roubas me o sorriso prometes me coisas que não consegues cumprir e fazes me sofrer... sempre sonhei desde pequeno menino e quando me prometem eu acredito, ou tenho esperanças de tal acontecer como sonhador que sou em segredo, pois nunca se dedicaram a mim de maneira especial, nunca me escreveram a mais bela sinfonia ou me demonstraram um gesto de amor puro, anseio tanto esse momento que alimento ideias de um dia ser feliz talvez seja isso que me dá forças, o acreditar, mas talvez seja hipócrita por dizer tal coisa quando por dentro quando olho sinto me destroído, arrasado vazio sem saber o porquê a espera de sarar todas as feridas que nunca irão desaparecer por si, nem mesmo o tempo as apagou. Tantas foram as lágrimas que escorreram pelo meu rosto, e tantos mais os dias de vida que perdi sem forças para me levantar sem forças para acreditar. Talvez esteja apaixonado por ti pois no meio de toda a minha tristeza quando estou contigo não me parece errado e sinto me quente... acarinhado, especialmente naquela troca de olhares em que me fazes sorrir sem palavras e eu com vergonha de aparentar ser meloso desvio o olhar com timidez, mas tenho medo de ti, medo do futuro, és um turbilhão ora me fazes sentir tão bem tão acarinhado ora me puxas para baixo, fazes me duvidar e me pedes perdão em seguida, quero que me deixes conhecer te... quero ver te de olhos fechados sentir te sem te tocar, beijar te sem respirar, ouvir te num sussurro a parte de todos os sons que existem a nossa volta, quero te muito mas tu não deixas... não cedes do teu mundo e eu cá fico magoado, triste e confuso, cá dentro fica todo o desejo e o gosto do beijo...

Sentir

Posted by xXxPePexXx | Posted on 22:31

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Sem ar... as paredes parece que se fecham em meu redor, quando saí pela porta senti medo... medo da curva do escuro da noite, medo de ser esquecido... De ficar para trás... Quando era pequeno sonhava ser dançarino e de cantar perante um publico cheio de pessoas que lá estavam para me ver, esse menino sonhador distraído que vivia num mundo de fantasia para disfarçar a sua realidade tão feia tão triste, mas cresceu e um dia cantou perante um publico que o aplaudiu de pé e ele chorou de emoção sentiu que havia vencido o medo e a vergonha, sempre lutou pela vida mesmo quando em pequeno ficou hospitalizado sozinho, ainda me lembro das grades que rodeavam a cama e o medo que senti da escuridão de não ter a minha mãe perto de mim à noite mas tudo passou e não seria metade do que sou hoje sem que por isso tivesse passado. Tanta dor, tantas noites em branco com receio que aquele homem que me metia medo, alterado monstruoso, cruel chegasse a casa e me batesse ou me humilhasse como o fez por 17 anos seguidos, alguém que me amava de uma maneira difícil de entender, orgulhoso, teimoso, herança que arrastei comigo. Lembro me de me sentar no escuro do quarto para não ouvir os gritos meter os dedos nos ouvidos e dizer baixinho, «nunca serei como ele, nunca serei como ele», a minha maior vergonha o meu maior entrave factor que destruiu a minha infância nada inocente, tão pouco perfeita. Cresci no meu próprio casulo, frágil mas forte com pele grossa tantas foram as vezes que fui abaixo e tantas outras que me voltei a erguer sozinho. Estou tão habituado a solidão não sei como me pude acostumar mas... não tinha alternativa era a minha única companheira na dor, mas agora tornou se um problema, quero voltar a ser feliz, e quero acreditar mas algo que me deixa de pé atrás, medroso, tentando espreitar o virar da esquina com medo de uma queda, outra queda profunda no abismo das minhas dores duradouras, são tantas as marcas de guerra que deixei de as contar deixei de as ver mas nunca de as sentir, quero que alguém me deixe um brilho no olhar e me faça chorar de alegria me faça apaixonar todos os dias sem esforço naturalmente quero dar todo aquele sentimento que dei outrora aquele sentimento que explode de carinho, palavras de amor e gestos eternos, mas desta vez não quero errar... não quero ficar vazio de carinhos... carente de afectos, não voltarei a dar sem receber em troca, e os medos que vivem comigo e que tento esquece los voltam a atrumentar quando ouvi a expressão 'amo-te' como seria possível, tão magoado tão chocado as lágrimas escorreram fazendo me lembrar de quem me jurou amor sem o sentir e o disse na minha cara com tanta indiferença com tanta habilidade em maltratar os sentimentos dos outros. Fez me repensar no sentido da palavra na justificação do entendimento comum, para mim tudo mudou parou de fazer sentido desaprendi algo que pensava ser um dado adquirido... o que é o amor afinal? Borboletas na barriga? Penso que faz parte mas só sei que não é algo singular mas sim comum a dois e quando surgir será magnifico, quero experienciar sentir me amado verdadeiramente pela primeira vez, como em rapazinho de tenra idade sonhava com historia de aventuras por terras distantes onde o final era sempre feliz assim quero continuar a escrever a historia da minha vida assinada por baixo com um sorriso, dou te a minha mão aberta a espera do enlace da tua. Caminho contigo em direcção ao mar por enquanto sabe bem andar a teu lado mas talvez um dia caminharei contigo em direcção a somente um destino em que diremos olhos nos olhos 'Amo-te'.


Diz me quem és, e eu dir-te-ei quem sou...

Leva me de mansinho no teu sopro doce, amança me os medos domina toda a ira dentro de mim dedica te a mim, faz me sorrir, brilha junto a mim, e um dia deixarás de me ver a tua frente... e passarás sim a sentir me bem junto do teu peito, dentro teu coração.

Acreditar..

Posted by xXxPePexXx | Posted on 23:31

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Desta vez não irei escrever sobre o quão sozinho me sinto ou porque choro sem saber porquê, sinto qualquer coisa dentro do meu peito algo que lentamente desperta de um sono profundo algo que perdi toda a esperança no dia em que deixei de acreditar que poderia me sentir feliz, e não sei porquê mas fazes me sorrir... Fazes me sentir eu sem me julgares sem me apontares o dedo... Explica me como o fazes, tão docemente... com tanta ternura com aquele brilho no ar, porque me levas nesse teu jeito tão meigo de ser? Sinto me nervoso perto de ti, a voz fica tremule por vezes mas tento disfarçar, mas a verdade é que me levas de mansinho, amansas os meus medos sem o saberes e fazes me querer mais, fazes me desejar te, desejar querer tocar te sentir te perto de mim. Tenho medo de me deixar dominar pelos demónios do passado que me atrumentaram durante tanto tempo e me proibiram de ser feliz, perco me naquele abraço quente em que não te quero deixar ir com medo de acordar e não te ter perto de mim... Pode parecer meloso... talvez até seja mas é como me sinto e cada vez mais o veneno do medo vai escorrendo pelo meu corpo deixando me livre para novamente arriscar, será possível? Depois de tanto tempo... Esperarei pelos sinais mas até lá vou sorrindo e sonhando... contigo...comigo com um alguém que possamos vir a ser...






«Too many years

fighting back tears . . .
Why can't the past
just die . . .?
Wishing you were
somehow here again . . .
knowing we must
say goodbye . . .
Try to forgive . . .
teach me to live . . .
give me the strength
to try . . .
No more memories,
no more silent tears . . .
No more gazing across
the wasted years . . .»