Sinónimos de força

Posted by António Pedro Castro | Posted on 23:05

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Sinónimos de força não são palavras,
 a força interior chega nos das mais distintas formas e é nas adversidades que ela se revela com as suas verdadeiras formas e feitios, 
quem me dera a mim que alcançar as forças fosse sempre fácil,
 está tudo na nossa cabeça na verdade.
 O amor é tramado, 
é mesmo aquele sentimento que nos enche e nos preenche e ao mesmo tempo consegue deixar  desarmados.
 Sei que nesse campo sou um tanto ou quanto fraco,
 uso e sinto muito com o coração e por vezes acabo por me magoar porque me esqueço de racionalizar.
 Nas adversidades encontra-mos forças,
 e serei eu um motivo de força?
 Eu penso que sim,
 posso não ser um ser humano perfeito, 
mas ninguém o é...
 sei que tenho muito para dar e que quando gosto, gosto mesmo muito!
 Quando gostar não chega resta me estar presente nesta ausência de sons,
 onde quero ser luz mas ninguém a parece procurar,
 onde o barco parece divagar e quero tanto que se atraque no meu porto.
 Estou aqui, 
onde sempre estive.

Estaremos a entrar no quinto Império?

Posted by António Pedro Castro | Posted on 22:14

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                 Se existe coisa que me fascina é a história, a história das coisas, dos lugares das pessoas. Portugal tem muita história que nos remete a datas longínquas e uma essencial que é a fundação do Condado Portucalense (868 - 1139)! Não podemos fugir aos factos e após a reconquista da Península Ibérica aos mouros, essa que em muito se torna fantasiada nos livros que lemos sobre o assunto esquece-se do legado histórico que deve muito à presença muçulmana e até se dar a expulsão total dos mesmos existiram trocas culturais e artísticas a vários níveis. Seja na escrita e nas palavras que ficaram, na construção arquitectónica e na produção de objectos artísticos sem nunca esquecer o azulejo, são marcas de uma herança. Li à dias a frase que Portugal em muito vive do legado do seu passado e assim se estagnou. Acredito nisso em parte, por outro lado vejo um imenso potencial que muitas vezes é desvalorizado, em períodos de crise económica a cultura muitas vezes fica em segundo plano, e o português hoje em dia raramente visita o museu para conhecer mais... Vivemos numa era tecnológica em que o interesse pela cultura se perdeu em larga escala. Entristece-me bastante na verdade! Ao longo do meu percurso académico tenho aprendido muitas coisas sobre a nossa história e também a internacional. Por vezes ao lado dos gigantes somos um Portugal dos pequeninos que em tempos foi tão ou mais imponente que as potencias mundiais do 'hoje'! Como podemos ter perdido o rumo da história? Em tempos fomos literalmente donos de metade do mundo, é claro que isto era visto num olhar do homem do seu tempo. Mas mesmo assim tanto ficou aquém do Portugal batalhador, destemido que mapeou rotas pelo mundo, criou trocas culturais únicas que nos meteram no mapa. Hoje em dia, se perguntarmos a um estrangeiro onde fica Portugal, muitos pensam que somos Espanha e ponto final. Não duvido das capacidades do povo, mas quando olho para as novas gerações fico reticente sobre o futuro. O que será a história do futuro? Será que o interesse pelo nosso legado artístico irá perdurar? Qual o futuro da arte? Estaremos a entrar no quinto Império?





"Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa, 
Faça até mais rubra a brasa 
Da lareira a abandonar! 


Triste de quem é feliz! 
Vive porque a vida dura. 
Nada na alma lhe diz 
Mais que a lição da raíz -- 
Ter por vida sepultura. 


Eras sobre eras se somen 
No tempo que em eras vem. 
Ser descontente é ser homem. 
Que as forças cegas se domem 
Pela visão que a alma tem! 


E assim, passados os quatro 
Tempos do ser que sonhou, 
A terra será teatro 
Do dia claro, que no atro 
Da erma noite começou. 


Grécia, Roma, Cristandade, 
Europa -- os quatro se vão 
Para onde vai toda idade. 
Quem vem viver a verdade 
Que morreu D. Sebastião?"

-in a Mensagem, Fernando Pessoa 




Análise interior

Posted by António Pedro Castro | Posted on 01:35

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Por vezes necessitamos analisar bem o ponto de situação em que nos encontramos para conseguirmos entender o que podemos melhorar, onde podemos crescer, o que fazer a seguir. 
O meu forte nunca foi gerir as minhas emoções,
 e isso data provavelmente desde pequeno.
 Em criança nunca senti que tivesse descontraído,
 que pudesse respirar e aproveitar a inocência que envolve ser criança...
 Culpa do ambiente familiar que vivi durante esse período e acho que trago um pouco disso comigo... 
Cresci um pouco aos trambolhões, 
tive dificuldades desde muito cedo em concentrar me e isso prejudicava me na escola,
 mas tenho conseguido por mim mudar isso.
 Acho que tudo se consegue com esforço e dedicação,
 e quando dizem que por vezes somos os nossos piores inimigos, é bem verdade...
 Estou num ponto determinante da minha vida,
 vou terminar o meu curso no próximo ano,
 escolher o meu estágio académico e seguir para o mundo do trabalho,
 tenho uma grande ansiedade por puder encontrar a minha independência e estabilidade,
 por mim e para poder partilhar isso com a pessoa que amo!
 O mundo funciona de forma estranha e à uns meses atrás voltei a cruzar me com uma das pessoas que mais me marcou,
 não falo de uma paixoneta de escola ou um amor de verão.
 Acho que em toda a minha existência e desde que comecei a pensar em ter uma vida a dois nunca encontrei alguém que me pudesse fazer acreditar que isso seria possível.
 Sempre me fascinou o facto de alguém ser único, especial, que soubesse cativar..
 E posso dizer honestamente que me sinto mais do que honrado por essa pessoa me ter escolhido para caminhar a seu lado, 
alguém que a tantos níveis teve um percurso, diga-se, brilhante! 
Tenho aprendido muito e crescido também. 
Sinto me um homem, e não mais um adolescente perdido,e essa pessoa foi fundamental nessa viragem! 
Acho que nos dias de hoje as relações funcionam muito na base do passatempo,
 e a palavra amor é desvalorizada e usada em vão.
 Não é este o caso, para além de uma história que vem de à anos atrás, existe uma química muito especial, o problema está na minha forma de expressar o que estou a pensar, especialmente se for algo que me deixe mais nervoso ou que entendo de forma errada,
 por vezes causa situações desnecessárias, parece que o meu cérebro começa a disparar em todos os sentidos e no final o que digo só me prejudica...
 Acho que das piores coisas que se pode sentir quando se ama alguém é que estamos inconscientemente a desmotivar essa pessoa por coisas que podiam ser evitadas com um pouco de analise e juízo.
 Somos ambos muito diferentes,
 mesmo nos nossos gostos, mas acho que isso também é um dos motivos que nos aproximou bastante, sem contar o sermos curiosos, o que ajuda a que seja possível falarmos um pouco de tudo sem  existir um total desinteresse sobre qualquer assunto que seja! 
Será que aquilo que tenho para dar é suficiente para manter as coisas em bom funcionamento?
Será que o ponto tão diferente da minha vida pode ser determinante para que as coisas fiquem estagnadas?
 Não me quero sentir impotente,
 pessoalmente considero me um rapaz simples, sonhador, apaixonado pela vida, pelo mundo, não sou de desistir quando gosto de alguém e não o vou fazer... 
Espero conseguir encontrar um balanço a dois para que tudo vá no rumo certo!
 Estou a torcer pelo nosso felizes para sempre.

Sincero

Posted by António Pedro Castro | Posted on 16:59

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Por vezes a arma de reflexão é das mais poderosas, 
ultimamente tenho sido invadido por uma lista de emoções que me assustam,
 maioritariamente o medo de ficar sozinho,
 acho que todos nós de uma ou outra forma já o sentimos,
 tudo se agrava quando amamos alguém e essa condição de união passa a estar em check,
 perder alguém que gostamos custa,
 sentimos falta, fazemos o nosso luto... 
Quando toca ao amor,
 fica um vazio.
 durante anos a fio senti esse vazio, 
até que à uns meses essa falta como se magicamente ficou preenchida,
 é estranho, 
parecia que tudo tinha ficado em stand by,
 ainda sentia o cheiro,
 o quão bom era sentir aquele abraço,
 aquele carinho na hora certa...
 No que toca às emoções,
 nunca fui muito bom a controla-las,
 vivo tudo tão intensamente que acabo por me magoar,
 será errado deixarmo-nos levar pelo coração?
 Talvez sim...
 Mais que tudo gostava que transparecesse o quão sincero é aquilo que sinto,
 nunca senti este desejo de ter alguém sem pensar no pior,
 apenas viver e partilhar uma vida a dois...
 Este mundo cheio de preconceito e estereótipos persegue nos a todo o instante, 
um mundo em que o amor é desvalorizado e deixado em segundo plano...
 Eu não sei ser assim, 
apenas gostava que essa pessoa senti-se que posso ser o seu porto de abrigo, 
e atracar o barco no meu cais não  é assim tão mau quanto isso...

I'm here,
I was always here... 

Pedido mudo

Posted by António Pedro Castro | Posted on 00:57

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Pedidos mudos... 
Vozes do pensamento inconscientemente consciente da nossa própria existência dormente de medo, de perguntas... impasses...
Por vezes vivemos consumidos nos nossos próprios medos...
 perdidos sem rumo numa confusão de sentimentos e pensamentos,
 que nos enchem e preenchem...
 vieste sem aviso como uma voz que me era familiar...
 Não sei explicar o que senti... ao te ver ali sem me veres...
 algo dentro de mim doeu,
 a minha cabeça pesou,
 o meu inconsciente falou...
 Tenho este mal disfarçado de bem,
 no que toca ao coração não sei controlar o que sinto,
 o que digo...
É o que dizem nos contos de criança...
 falar com o coração...
 E mesmo hoje no meio destas minhas paredes me desgasto,
 esbarro em esquinas que me fecham me magoam...
 são as sombras dos medos de alguém que arrancou algo que pensava ser meu incondicionalmente...
 naquele dia vazio levaste nas tuas mãos um pedaço do meu peito,
 desde esse dia tudo foi diferente,
 foi como reconstruir o castelo em ruínas do meu ser,
 e triunfei, venci, batalhei,
 lutei por brilhar e ser o calor do sol que tenho dentro de mim.
 E a verdade é que cresci bastante nestes anos em que existiu toda esta ausência cá dentro,
 naveguei pela vida um pouco sem rumo por vezes,
 mas a maré  encaminhou me em bons ventos,
 hoje tenho muito orgulho naquilo que conquistei e que vou conquistando por mim,
 é bom sentir esta sede de conhecer o mundo,
 de voar mais alto do que alguma vez voei,
 tentar alcançar aquilo que nos preenche e dá sentido à nossa existência.
 Estou aqui... de braços abertos?
 Talvez... um pouco assustado reticente,
 e perdoa me por assim o ser, mas não existe outra maneira...
 Preenche me num enlaço que não me dê medo,
 que me transmita calma,
 faz me atracar no teu cais,
 deixa me sentir a calma...